A Organização Mundial da Saúde disse que está analisando o possível uso de “certificados de vacinação eletrônica” para viajantes.
Falando na quinta-feira, o Dr. Hans Kluge, diretor regional para a Europa na Organização Mundial da Saúde (OMS), disse que a organização estava procurando maneiras de melhorar a segurança das viagens internacionais em vista da pandemia.
“Estamos analisando atentamente o uso da tecnologia nesta resposta à Covid-19, como podemos trabalhar com os estados-membros em direção a um certificado de vacinação eletrônica”, ele disse em um briefing virtual em Copenhague.
Kluge disse à plateia que a OMS não recomenda o uso de passaportes de imunidade para pessoas que já testaram positivo para Covid. A organização sediada em Genebra já havia afirmado que não há evidências de que uma infecção anterior proteja as pessoas de contrair Covid novamente.
O especialista médico disse que a aprovação iminente de uma série de vacinas era realmente positiva, mas a Europa ainda enfrentava desafios substanciais pela frente.
Segundo Kluge, o continente é atualmente responsável por mais da metade de todas as mortes por Covid e 40% dos novos casos globais. Ele afirmou que o epicentro está se deslocando lentamente para o leste, com os países mais afetados agora no centro e sul da Europa – um fator que continuará a limitar as viagens durante os meses de inverno.
Houve um debate intenso nas últimas semanas sobre se os passageiros devem ser obrigados a apresentar um certificado de vacinação ao viajar.
O anúncio da Qantas de que exigirá que todos os passageiros apresentem tal certificação assim que as vacinas estiverem disponíveis foi recebido com reações mistas.
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