A derrota do Movimento ao Socialismo (“MAS”) de Evo Morales na Bolívia, após 20 anos no poder, sinaliza um realinhamento significativo na América do Sul.
A ascensão libertária de Javier Milei na Argentina remodelou o debate político na Bolívia, onde o socialismo sofreu sua pior derrota em duas décadas.
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O MAS chegou ao poder com o apoio financeiro de Hugo Chávez, que usou a riqueza do petróleo da Venezuela para financiar campanhas em toda a América do Sul. Com exceção da Colômbia, Chávez e seus aliados praticamente controlavam o continente.
Os ex-presidentes venezuelanos Chávez e o atual Nicolás MaduroO socialismo levou mais de nove milhões de pessoas a fugir da Venezuela em busca de melhores condições de vida. Tornou-se o alerta mais claro do caos causado por um sistema em que o Estado regula e controla a economia ao mesmo tempo.
Colapso do apoio ao socialismo na Bolívia
Na Bolívia, o partido governista MAS sofreu uma derrota histórica nas eleições gerais de 17 de agosto, com o candidato do partido não conseguindo atingir 4% dos votos e sua representação na legislatura sendo reduzida de 75 cadeiras para apenas uma.
O colapso da opção socialista na Bolívia foi alimentado por divisões internas. O atual presidente Luis Arce distanciou-se do ex-presidente Evo Morales, em parte devido à interferência deste nas decisões do governo e alegações de abuso sexual contra ele.
Mas o colapso socialista não se deveu apenas à política. A Bolívia atravessava uma grave crise econômica, caracterizada pelo colapso do setor energético, esgotamento das reservas, escassez de diesel e gasolina, crise alimentar e inflação, pobreza generalizada, dívida e déficit fiscal.
A crise econômica teve um impacto devastador sobre os bolivianos comuns, com filas intermináveis nos postos de gasolina, preços exorbitantes dos alimentos e a impossibilidade de acessar dólares, já que sua moeda local perdeu o valor, corroendo qualquer apoio que o MAS ainda tivesse.
O resultado da eleição boliviana ainda é incerto, com os opositores Rodrigo Paz e Tuto Quiroga avançando para um segundo turno agendado para 19 de outubro. Tanto Paz quanto Quiroga prometeu implementar grandes reformas econômicas, com Paz defendendo um modelo de “capitalismo para todos” e prometendo reduzir impostos e fechar empresas estatais.
O Efeito Milei
Uma influência externa inesperada que contribuiu para a derrota do MAS foi a ascensão de Javier Milei na Argentina, um libertário que fez campanha com uma plataforma de cortes nos gastos públicos, nas folhas de pagamento do governo e no controle estatal da economia, e cuja mensagem de liberdade e governo limitado pode ter repercutido entre os eleitores na Bolívia.
A presidência de Milei na Argentina marcou uma mudança significativa no cenário político da América Latina. Ele venceu as eleições contra todas as probabilidades e implementou as reformas econômicas prometidas, resultando em uma queda na inflação de 211.4% para 1.5% e uma redução na pobreza de 52.9% para 38.1%.
O sucesso das políticas econômicas de Milei teve um efeito cascata na região, com os bolivianos tomando conhecimento e candidatos nas eleições do país, como Paz e Quiroga.
Essa guinada à direita na América Latina também é evidente no Equador, onde o presidente Daniel Noboa foi eleito, marcando uma mudança de regimes socialistas para um relacionamento mais próximo com os Estados Unidos.
As próximas eleições presidenciais no Chile e em Honduras, ambos atualmente governados pela esquerda, devem ver candidatos de centro-direita com grandes chances de vitória, que rejeitam abertamente o socialismo e defendem parcerias estratégicas com os Estados Unidos.
Esses candidatos, embora nem todos sejam libertários, estão comprometidos em reduzir a intervenção estatal e promover as liberdades individuais, e estão dispostos a cooperar com Washington em questões de segurança regional, migração e economia.
O fenômeno argentino mudou a forma como os candidatos presidenciais competem, deixando de prometer mais subsídios e programas sociais para prometer cortes mais profundos, menos governo e maiores liberdades individuais, marcando um realinhamento significativo no cenário político do continente.
Leia o artigo completo sobre A Economia Diária AQUI.
Imagem em destaque: Candidatos presidenciais bolivianos. Candidato presidencial boliviano: Senador centrista Rodrigo Paz, do Partido Democrata Cristão (PDC) (esquerda), e Jorge “Tuto” Quiroga, da coalizão conservadora Alianza Libre (direita). Fonte: Notícias da PBS

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Isso é estranho. Esta manhã li um artigo sobre como Milei afundou a Argentina em uma avalanche de dívidas cada vez maior. Como a pobreza aumentou consideravelmente. Não sei em quem acreditar e pouquíssimas notícias chegam do próprio país.
Olá Ingrid C Durden, você se lembra onde leu isso, ou seja, em qual veículo?
Pense nas implicações hemisféricas do ótimo artigo acima e o artigo abaixo fará todo o sentido.
Globalistas, comunistas e a esquerda radical desprezam o presidente Milei. Em um ano, ele reduziu a pobreza, eliminou a inflação galopante e a Argentina tornou-se campeã do crescimento global.
https://www.thegatewaypundit.com/2025/08/video-violent-leftists-attack-president-milei-during-parade/
Olá Strategos, sim, exatamente.
Isso é só propaganda distorcida, Sr. Condor.
Ele tomou emprestado cinquenta bilhões de dólares do FMI
O FMI pratica o negócio fraudulento de usura em moedas fiduciárias, o que destruirá a Argentina e transformará a população em escrava da dívida.
O que ele deveria ter feito era publicar sua própria moeda, financiar os recursos e mandar os banqueiros Rothschild se foderem!
Na minha opinião, Washington está usando o genocídio de Gaza como um teste beta para ver se alguém se opõe. Ninguém se opõe, exceto o Irã e os valentes Houthis. Então, agora Washington vai instituir a Operação Condor 2.0 na América Latina, e Deus sabe como os oligarcas de lá adoram beber o sangue do povo.